sábado, 28 de janeiro de 2017

"Ah o tempo" ❤🍃

Tem coisas que só o tempo cura.
Por mais que a vontade seja de acelerar os processos da vida para aliviar nossas angústias e dores.
Não dá, essa tarefa é do tempo, um dos Deuses mais sábios. O tempo pode até não eliminar as cicatrizes, mas ele vai curar todas as feridas.
As cicatrizes continuarão ali, até que se tornem troféus, e motivos de orgulho, elas simbolizam uma dor superada, uma batalha vencida, um inimigo derrotado.
Sim, o melhor de confiar no tempo é que as cicatrizes não doem mais.
Sabedoria se faz necessário para que se entenda que elas estão ali.
E elas gritam ansiosas por contar e refletir a tua história, porém não podem NUNCA MAIS lhe tirar o seu sono.
Orgulhe-se delas!
São verdadeiros símbolos de que nós fomos fortes guerreiros, heróis dessa vida louca.
A psicoterapia te ajuda a eliminar a carga emocional envolta nos machucados da alma, para que você consiga uma nova compreensão e permita que a ferida cicatrize, mas, para outras é preciso respeitar o fator tempo, sem perder a fé de que ele está a nosso favor. Pois esta, olhe para trás e veja quantas coisas você já superou.
Como diz a Maria Gadu em sua linda oração do tempo : Peço-te o prazer legítimo, e o movimento preciso, tempo tempo tempo tempo, quando o tempo for propício, tempo tempo tempo tempo. De modo que o meu espírito, ganhe um brilho definido, tempo tempo tempo tempo, e eu espalhe benefícios, tempo tempo tempo tempo, o que usaremos prá isso, fica guardado em sigilo, tempo  tempo tempo tempo, apenas contigo e migo. Deixe o tempo passar, relaxe e acredite que o melhor estar por vir. 🌬🍃🍃 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Notas sobre ela ❤


A força dela vem das suas aventuras e experiências. Ela já caiu muitas vezes na vida, mas sempre se levantou e soube seguir em frente. Ela aprendeu com cada experiência e cresceu na vida mais do que poderia imaginar. Todos os dias ela se torna uma pessoa melhor e não ouve as opiniões negativas dos outros. Ela prefere seguir seu próprio caminho. Ela é como uma leoa que sempre está ligada para proteger seus entes queridos e para ajudá-los quando eles precisam de sua ajuda.

Mesmo que sejam apenas poucas palavras, elas batem lá no fundo da sua alma.
Essa mensagem reflete Compaixão e Lealdade e explica, por que e adoram a amizade que têm contigo. 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Seja firme

Olha se eu aprendi uma coisa nessa vida, é que você tem que parar de acreditar na palavra dos outros e confiar em si mesmo. Por que querendo ou não, um dia, todas aquelas pessoas que fizeram juras de amizade e amor eternos, irão te deixar. É a lei da vida, pessoas vem e vão. Acostume-se.

sábado, 2 de janeiro de 2016



Admiro quem se entrega ao amor sem hesitar. É preciso muita coragem para oferecer o coração e esperar que alguém vá cuidar.
Acreditamos um ao outro, e quer saber?! não quero ir embora nunca mais ♥
— Um clichê e meio. 
Vida longa aos que acreditam na energia boa, no pensamento positivo, no poder de um sorriso. Vida longa aos que acreditam no amor, têm fé na bondade das pessoas e esperança no nosso mundo.
— Vi por aí

eu cuido de você ♥


Eu tenho um medo tão grande de te perder. Quando você some por algumas horas, meu coração aperta. Fico tão preocupada, como se algo de muito ruim pudesse ter acontecido com você. Não saber se você está bem me deixa agoniada. Tenho medo de você não voltar. Tenho medo de não te ter mais ao meu lado. Pensar isso me deixa louca, porque eu não quero te perder. Eu não quero ficar sem você. Você está e sempre estará em minhas orações. Sempre peço para que Deus cuide de você da melhor forma possível. Estar longe  isso machuca. Só quero que você também se cuide, se cuide muito. Tome cuidado ao fazer qualquer coisa. Olhe para os dois lados ao atravessar a rua. Não aceite nada de estranhos. Se ficar doente, vá ao médico, tome remédio, se previna. Qualquer coisa, grita e pede ajuda. Desculpa, até pareço uma mãe, né? Mas é que eu gosto muito de você e não quero que nada de ruim te aconteça.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016




Gta.Rende!



"O amor é um fogo cruzado onde uns estão vestindo coletes a prova de balas, enquanto outros vão para a batalha de peito aberto. 

Prazer, outros."


Vencemos, sabia?! Apesar de tantos altos e baixos, apesar de tudo que insistiu em pesar, ganhamos mais um ano. Saímos dele, talvez não como gostaríamos, mas da melhor forma possível – vivos. Com pulmões plenos para deixar o ar adentrar. Com um coração não tão intacto, mas pulsando compassadamente em um ritmo acelerado.
Sei que pela estrada deixamos sonhos, vontades, desejos não realizados. Sei que olhando para trás, poderíamos ter mudado algumas coisas. Sei que em alguns momentos faltou coragem, em outros, faltou cautela, mas quer saber? Já não é mais hora de pensar nisso tudo. Demos o melhor de nós ao que os dias pediram. Oferecemos a nossa própria história, o que era possível de ser feito. Escrito. Tentado.
Às vezes, perdemos tanto tempo observando o que desejávamos que tivesse acontecido, que não temos oportunidade de agradecer por tudo aquilo que recebemos. Por todos os presentes que a vida, Deus e o destino nos deram. Por todos os livramentos, por todos os sorrisos, por todas as vitórias e por todas as vezes que não subimos ao pódio, mas aprendemos algumas lições benéficas.
O ano que acaba deixou na minha memória momentos marcantes. Me fez perceber que a minha felicidade, como já disseram antes, só depende de mim. Me ensinou a não desistir dos meus sonhos. Me ensinou que eu não preciso abaixar os meus padrões e aceitar migalhas, mas sim, me bastar ao ponto de só estender os braços para abraçar o que completa o meu coração. Que ele não é para qualquer um. Qualquer uma. Que não é um brinquedo em promoção.
Para o ano que chega, só quero que seja leve. Isso. Quero que os dias passem com leveza. Dizem as boas línguas que para colhermos, precisamos plantar. Semear. Regar. Foi isso que fiz até aqui. Até o fim deste ciclo. Sendo assim, sem contrariar a lógica das coisas, o próximo passo é colher.
Quero para mim, neste ano que acaba de se mostrar, sorrisos em dobro. Quero beijos, abraços, quero encontros, quero me desencontrar de quem não me faz feliz, quero conhecer lugares novos, sabores novos, quero me redescobrir, me apaixonar por mim mesmo. Quero uma vida plena. Quero paz. Quero calma. Quero o barulho do mar para acordar, o frescor de uma tarde chuvosa para adormecer, a vontade de ser feliz do verão e a loucura meio fênix de renascer das folhas que se desprendem dos caules no outono para darem lugar às verdes na primavera.
Para concluir, quero oferecer um galho de arruda aos que torceram contra. Que nada nem ninguém nos impeça de correr em busca da nossa verdade, da nossa alegria, da nossa liberdade. Seja bem vinda, vida nova. Ano novo. Que este ciclo que começa desabroche no melhor ano das nossas vidas.




Sobre términos e começos 2015\2016



Mais um ano terminou.
E, com ele, decidi que também é preciso deixar que outras coisas cheguem ao seu fim. Afinal, é preciso abrir espaço para todos os novos começos que esse novo ano vai trazer. 
Deixei pra lá músicas que não me fazem mais dançar, filmes que me fazem chorar, roupas que não me agradam mais e perfumes que me fazem espirrar. 
Deixei pra lá pessoas que não vão voltar, memórias que fazem doer meu coração ao invés de me alegrar e sentimentos que não me fazem mais sorrir. 
Deixei pra lá minha insegurança e meu medo. Mas, ao mesmo tempo, sei que só assim vou me encontrar. 
É um novo dia. É um novo ano. E eu estou me sentindo bem. Deixe vir todos os novos começos… e, se não der certo, no final do ano eu deixo mais uma vez tudo pra lá. 


sábado, 26 de dezembro de 2015



“Encontrar alguém que você ame e que o ama é um sentimento maravilhoso. Mas encontrar a verdadeira alma gêmea é um sentimento ainda melhor. A alma gêmea é alguém que o entende como ninguém mais, o ama como ninguém mais, estará com você para sempre, não importa o que aconteça. Dizem que nada dura eternamente, mas creio firmemente que, para alguns, o amor continua mesmo depois de termos partido. Sei uma coisa ou outra a respeito de ter uma pessoa assim.”
— P.S. Eu te amo... Flávio Maia

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

final de 2015

Ultimamente venho percebendo a pessoa em que eu venho me tornando, e cá entre nós, estou sendo muito feliz pelo meu amadurecimento e tenho uma completa gratidão a Deus por esta me tornando essa pessoa tão boa. 
Deus me fez uma pessoa melhor, não guardo mágoas e nem rancores em meu coração, pq ELE me ensinou que a maldade não compensa e inclusive a maldade nos deixa doentes por dentro, e nos deixa cegos e não conseguimos cumprir os mandamentos que ELE nos deixou. Vamos fazer a caridade e ver nossos irmão com olhos de compaixão, pq afinal, somos todos filhos de Deus... que ele nos proteja e me faça cada dia que passa uma pessoa melhor ainda. Amém.



que 2016 aconteça muito mais coisas boas . 

Kassia f

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Somos hoje de um tempo onde o amor se verbaliza
E a última geração de românticos é esquecida
É muita mulher querendo seu príncipe encantado
Mas de olho no castelo e num carro importado
É por isso que muito homem prefere viver como um sapo
Do que perder uma princesa pra um vagabundo nato

A verdade é que tudo que é nosso tá guardado
Tudo que se diz perfeito não pode ser melhorado
Não acontece quando queremos e sim preparado
Viver como um rei é ter você do meu lado
Então se quer um amor de verdade eu só te dou o papo

Se quer viver feliz tem que querer arriscar
Se entrega pra mim pra ver no que vai dar
Não vai se arrepender deixa o tempo dizer
Só não tenha medo de novo de sofrer
Porque quem já pensa assim sabe que vai errar

Deixa o sentimento fluir e entre no clima
Você não sabe mesmo o que mais me fascina
É ouvir sempre de toda mina
Que todo homem é sempre igual
Vai querer o que pegando geral?
Quando não é malandro só arranja zé mané
Só quem acha é quem já sabe o que quer
Chora,pede pra sofrer e reclama?
Todo exemplo de mulher sempre termina com o que ama.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Sono

Naquela noite 01:13 da madrugada que ela não consegue dormir, todos os pensamentos que a deixou triste durante o dia que em uma luta incansável tentou esquecer, deixar pra la vem a tona, naguele momento que deveria ser de descanso ela ta ali, tentando como sempre vencer seus pensamentos e mais uma vez não consegue. Por isso cá estou eu, lutando contra as palavras ditas que me magoaram,  e que as mesmas parece rodar sobre minha cabeça parecendo um carrossel de desenho animado, me deixando cada vez mais tonta, cansada,  e o mais importante. Sem dormir.

Que venha o sono e com ele meu descanso, quem sabe amanhã, dou atenção a estes assuntos que gritam em minha cabeça, pedindo atenção?

domingo, 24 de novembro de 2013


Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer à tona, o que o coração vive tentando deixar para trás.
 
 
"Também não sei se o que me prende tanto a você. Deve ser justamente essa possibilidade de sermos, finalmente, nós."
 
 
 
"Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo, atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto, linda."

domingo, 16 de junho de 2013

Meu amor!

 
"Seria desnecessário presentes, porque no presente, já sou tão contente de ter você ao meu lado que, não vejo outra saída, a não ser te dizer, que depois de você, tudo tem mais vida".

 Te amo!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Somos hoje de um tempo onde o amor se verbaliza
E a última geração de românticos é esquecida
É muita mulher querendo seu príncipe encantado 
Mas de olho no castelo e num carro importado
É por isso que muito homem prefere viver como um sapo
Do que perder uma princesa pra um vagabundo nato
 
A verdade é que tudo que é nosso tá guardado
Tudo que se diz perfeito não pode ser melhorado
Não acontece quando queremos e sim preparado
Viver como um rei é ter você do meu lado
Então se quer um amor de verdade eu só te dou o papo
 
Se quer viver feliz tem que querer arriscar
Se entrega pra mim pra ver no que vai dar
Não vai se arrepender deixa o tempo dizer
Só não tenha medo de novo de sofrer
Porque quem já pensa assim sabe que vai errar
 
Deixa o sentimento fluir e entre no clima
Você não sabe mesmo o que mais me fascina
É ouvir sempre de toda mina
Que todo homem é sempre igual
Vai querer o que pegando geral?
Quando não é malandro só arranja zé mané
Só quem acha é quem já sabe o que quer
Chora,pede pra sofrer e reclama?
Todo exemplo de mulher sempre termina com o que ama.
 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Já percebeu que quando colocas na cabeça que odeia algo, você se acostuma com a ideia e passa a odiá-la? Será que no amor isso acontece inversamente? Se eu deixar de pensar em uma pessoa, eu passo a esquece-la? Vou praticar essa ideia no meu dia-a-dia.
Quando você encontrar a outra metade da sua alma, você vai entender porque todos os outros amores deixaram você ir. Quando você encontrar a pessoa que realmente merece o seu coração, você vai entender porque as coisas não funcionaram com todos os outros.

Kass'

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013



Hoje em dia é tão difícil ver alguém elogiando, dizendo uma palavra de carinho ou dando um sorriso cúmplice. Em compensação, julgamentos, dedos apontados, críticas e reclamações nunca estiveram tão em alta. Que pena. Falta mais sensibilidade, leveza e carinho no mundo.

Infelizmente 


Kássia F.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

cego



Eu me declarei pra você milhares de vezes. Quando eu ri daquela sua piada idiota que não teve a menor graça e quando dei risada das piadas de mau gosto que você fez sobre mim. Lembra? Eu deixei você me zoar porque você achava muita graça naquilo, e se te faz feliz… Bom, me faz feliz. Quando eu deixei os outros um pouquinho de lado pra dar toda a atenção pra você. Quando eu ouvi as músicas que você me mandou, mesmo elas não sendo do meu gosto. Lembra… Quando eu tratava todo mundo mal, mas era super gentil com você? Então. Isso também foi uma declaração, mesmo que silenciosa. Quando eu aguentei suas grosserias todas porque você teve um dia ruim. E também quando eu deixei você descontar todas as suas frustrações em mim, mesmo eu não tendo nada a ver. Quando eu te fiz sorrir quando tu chorava por outra pessoa. Quando eu te defendi do mundo mesmo você estando completamente errado. Quando eu deixei de ficar irritada só porque você tava mal e precisando de alguém. Eu me declarei pra você tantas vezes, da minha maneira… Só você que não viu.
Ninguém paga um centavo pelos meus pensamentos.



- Ninguém.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Saudades é a parte que fica de um retrato do tempo, aonde a alma sente a necessidade de se apoiar em algo ou uma pessoa ou uma situação que marcou época, marcou tão profundamente que cada vez que retorna à mente o sentimento aviva, a vontade cresce e o impulso por um objetivo se torna claro e simples.

Aproveite o tempo com a vontade de ser envolvente e amável com todos e com as situações, não se aborreça por pouco, não valorize o que é descartável, mas também valorize o que é eterno, o respeito e a consideração, releve pesadelos do passado, supere as ondas de tristeza que o tempo acumulou, transforme seus dias em fases de evolução e cresça na medida do possível, amadureça com consciência, assim a culpa e as perdas serão reparadas, não se aprofunde nas explicações mostre um comportamento adequado, assim deixará no tempo um retrato colorido de sua presença na vida.

Apego é um sentimento muito forte e difícil de lidar, é a presença do passado, do objeto, de alguém que por forte emoção se torna um grande amor ou um grande ódio, cuidado a vida demonstra que devemos valorizar cada ítem com um valor que soma saúde, paz e colaboração, pois cada pessoa recebe conforme sua colaboração na vida, além da sinceridade e criatividade, estudo e experiência, paciência e tolerância, assim organize seus sentimentos para evitar o apego pois seu equilíbrio na vida depende do aprendizado do desapego que é fonte renovada do ser.

Saudades é sentimento iluminado quando ligado ao desapego, assim coloque um tapete de paz , nesta ponte criada por forte ligação nutrida por um amor eterno e universal, no entanto saudades somada a apego carrega um sentimento de culpa por perder o tempo passado ou a pessoa não está presente no momento, assim viva com suas lembranças mas faça o dia de hoje o mais sereno possível, o melhor que você pode oferecer, assim o retrato se torna colorido, vivo e com outros objetivos para um futuro próximo.

Faça da saudade um vínculo de união, faça do desapego uma oferta que limpa o seu coração de vidros quebrados, que limpa sua mente de vidros escuros, que limpa as suas mãos de atos impensados no passado, hoje alcance o desapego levando algo que não usa mais para alguém necessitado, levando seu talento, sua palavra ou seu sorriso sincero para quem precisa, sua alma se anima com estas forças e ainda quando sentir saudades de alguém faça algo de bom em nome desta pessoa que a Vida abençoará com muita saúde e proteção.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Talvez, pensando rápido assim: Pois bem...




A vida é uma série infindável de manifestações, um fluxo constante de criações,
transformações e extinções, um constante vir-a-ser. As discriminações que fazemos dizem respeito unicamente à aparência das coisas. Se observarmos com atenção a nossa volta, veremos que tudo é efêmero, transitório, mutável e perecível. Tudo muito impermanente, transformando a todo tempo sem cessar. Ainda bem que a mudança está sempre disposta a nos visitar, mesmo quando não queremos recebe-la. E ser um bom anfitrião, as vezes, só serve pra facilitar as coisas...


Jamis

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Rimas. Ri mais?

Rimas. Ri mais? Rir, mas de quê? Talvez um quê de queijo, um bê de beijo. Beijo vai, mas bem jovem. Então vem! Nu mesmo, vem nuvem, vem. Mas vem sem. Sem vergonha, sem pudor, sem graça, sem açúcar e sentimento. Se sentir, não vou deixá-lo ir. Sem ir, sem ti, eu não vou a lugar nenhum, nem dois, nem três e nem quartos. Por que mentes? Ah, que mentes não sentiriam saudades doentes… Do ente querido, do ente que queria ter ido, do ente que quase foi. Ufa, e foi por pouco. Já anoiteceu. A noite teceu estrelas, estralos, entranhas e estranhos. A noite teceu trapézios trapezistas, trôpegos, traficantes, trapaceiros e tresloucados. Também temor. Ter amor, amoras, amantes, amarelos… Ah, não. Amá-los ou amar elos? Meio a meio, meio fio, meio feio, meio feito. Essa história meio fora de hora de novo? Sim. De novo, de novo e de manhã, de tarde, de velho, de ontem, de frente, defronte e de ré. Ré é renascer renascentista, iluminista, sulista, turista, budista, autista. Arista? Mundano! Mundo mudo muda mudas. Mudas de gente descrente, descontente, demente, indecente, decadente, ai! Dor de dente, dor de gente. E quem cura? Loucura.
Publicar um texto é um jeito educado de dizer “me empresta seu peito porque a dor não está cabendo só no meu.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013



Que de amanha em diante, seja diferente. Perdoe quem te feriu, quem te magoou, quem te fez mal. Siga em frente sem todos os maus sentimentos, sem angustias. Seja uma nova pessoa, seja forte, confiante, determinada. Daqui pra frente, por favor, seja uma pessoa feliz. 

Supeer Bom Dia meu povo Lindo, vamoo mexêe né porque temos de fazer dessa ultima noite a mais linda e a melhor de todas. *-*
#Vemninois 2013, e que nos traga tudo aquilo que 2012 não foi capaz (yn' que assim seja améem rs 2beijos ;*

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Então Vá.

Com auxílio de vários lenços de papel, ela me falou que estava me deixando. Não entendi muito bem a razão, e também não perguntei. Se você não quer saber a verdade, faça como eu, não pergunte. Apenas abra caminho, sorria e aguente o tranco.

sábado, 24 de novembro de 2012

Temos que nos reinventar quase que a cada minuto, porque o mundo muda num instante, e não há tempo para olhar para trás. Às vezes, a mudança nos é imposta, às vezes, acontece por acidente e fazemos o melhor delas. Temos que constantemente achar novos modos para nos consertar. Então nós mudamos, nos adaptamos, criamos novas versões de nós mesmos. Só precisamos ter certeza de que isso é uma evolução.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A Própria Jornada…


Talvez o amor verdadeiro seja isso… Um turbilhão de positividade lançado ao vento, ao tempo, ao acaso… Recebe quem respira, quem abre os braços, quem lança-o… Quem projeta-se nele, que não tem direção ou destinatário e que desconhece o egoísmo de qualquer mérito. Talvez seja isso… Que não tem forma, nome, tempo ou espaço. Talvez seja o abraço verdadeiro das pessoas verdadeiras. O abraço que abriga inúmeros próximos ou distantes. A memória que projeta no ser a alegria e a saudade de todas as possibilidades de ser alma para outras almas. Talvez o amor verdadeiro seja isso… A própria jornada.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Um amor'

Eu sempre serei uma eterna criança. Eu me encanto vendo fotos de pandas, e quaisquer animais fofos. Eu prefiro ver um bom e velho desenho animado em vez de jornais, e canto a abertura de Bob Esponja. Já disse que sou apaixonada por pandas? Eu amo animes, e daria qualquer coisa para ir ao Japão. Eu gosto de tomar sorvete no frio, e adoro chuva. As vezes eu gosto de relembrar a infância, brincando. Falo como um bebê, e amo que me tratem como um. Sou apaixonada por doces, e a todo o momento as pessoas me veem com algum tipo de doce. Eu tenho uma personalidade de criança. Mas também amo andar de mãos dadas na rua, gosto que baguncem o meu cabelo, mesmo que eu brigue, por dentro eu estou amando. Gosto daqueles abraços que sufocam, que me apertam mesmo. Pois assim a pessoa transmite segurança para mim. Gosto de palavras confortadoras vindo de qualquer um. Sou uma menina clichê, e gostaria de ser dos tempos antigos. Ainda gosto de cartas, tanto quanto virtuais quanto nos correios. Eu ainda escrevo cartas. Quando me sinto triste, procuro uma companhia engraçada e confortadora. Como meus amigos. Eu sou fofa, mas fico emburrada facilmente. Poucas pessoas reconhecem esse lado meu. Pois eu sou uma pessoa que me privo do mundo, tenho medo de que alguma pessoa sem coração invada o meu espaço e roube meu coração. Já que sou vulnerável a qualquer tipo de ataques. Palavras fofas me conquistam. Eu sou lerda, não consigo distinguir quando uma pessoa sente mais do que amizade por mim. Sou comparada ao Patrick do Bob Esponja, por ser tão lerda e estranha. Eu gosto de rock e músicas japonesas, tanto como j-rock quanto k-pop. As pessoas me julgam por ser uma pessoa estranha. Eu não posso nem mais ser feliz?
As pessoas me perguntam qual é o segredo de ser tão feliz. Respondo-lhes que o segredo para a felicidade, é não se importar com a opinião dos outros. Pois ela não vale de nada, e não te ajudará em nada no futuro. As vezes tenho crises de loucuras, e falo coisas sem sentido, o que me leva a ser comparada mais ainda com o Patrick Estrela. Não tenho muitos amigos, pois como já citei antes, eu me privo do mundo, mas esses poucos amigos são os que me ajudam a estar em pé até hoje. Quando me privo do mundo, mostro uma face totalmente inversa de mim. Uma menina triste, sem sentimentos e fria. Ignorante. Somente os meus defeitos. Eu não sou perfeita, também tenho muitos defeitos. Um desses imensos defeitos é ser orgulhosa, quando discuto com alguém, eu tenho uma certa vergonha de pedir desculpas e a pessoa não aceitar. Sou ciumenta possessiva, e as vezes altero meu humor facilmente por conta do ciume, me tornando uma pessoa ignorante com todos ao meu redor. Quando estou triste, mostro-me uma pessoa egoísta, que não se importa com mais nada além de si mesma. Gosto de músicas românticas, preferencialmente as antigas. Pois sempre me lembro da pessoa que eu amo. Eu amo ursos de pelúcia, gosto de fazer cupcakes para as pessoas que amo e presenteá-las. Eu sei ser meiga quando é necessário, fico encabulada quando recebo quaisquer tipos de elogios, e não sei como agradecer a pessoa. Não sei quando ela fala a verdade ou mentira. Me considero uma pessoa feia, e acho uma tremenda mentira quando me chamam de linda. Não gosto de pessoas interesseiras e evito elas. Eu sou uma pessoa muito distraída e vivo no mundo da lua. Quando olho para as estrelas, eu sinto uma energia diferente, é como se todas essas estrelas estivessem me protegendo e me iluminando. Eu tiro inspiração das coisas mais sem sentidos que possam existir. Essa menina é estranha, é diferente, tem vários defeitos, poucas qualidades, poucos a conhecem, essa menina sou eu.”

terça-feira, 30 de outubro de 2012

‎"Quem te ama não te modifica, te completa" Na boa, em parte essa frase ta certa, mas a verdade que muitas vezes a pessoa não ta querendo te mudar, é que quase sempre quem te ama tem uma visão de você que você mesmo não tem, e a pessoa seja lá quem for não ta tentando te mudar, e sim te mostrar que você ta indo por um caminho, ou fazendo algo ou seja la o que for que esteja havendo que não faz bem a você, afinal quem não esta no seu lugar as vezes tem mais visão do que ta havendo que você, então... Antes de achar que a pessoa ta querendo te mudar, para e pensa se ela não ta querendo só o seu melhor.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Quem me estuprou



Hoje fui estuprada. Subiram em cima de mim, invadiram meu corpo e eu não pude fazer nada. Você não vai querer saber dos detalhes. Eu não quero lembrar dos detalhes. Ele parecia estar gostando e foi até o fim. Não precisou apontar uma arma para a minha cabeça. Eu já estava apavorada. Não precisou me esfolar ou esmurrar. A violência me atingiu por dentro.

A calcinha, em frangalhos no chão, só não ficou mais arrasada do que eu. Depois que ele terminou e foi embora, fiquei alguns minutos com a cara no chão, tentando me lembrar do rosto do agressor. Eu não sei o seu nome, não sei o que faz da vida. Mas eu sei quem me estuprou.

Quem me estuprou foi a pessoa que disse que quando uma mulher diz “não”, na verdade, está querendo dizer “sim”. Não porque esse sujeito, só por dizer isso, seja um estuprador em potencial. Não. Mas porque é esse tipo de pessoa que valida e reforça a ação do cara que abusou do meu corpo.

Então, quem me estuprou também foi o cara que assoviou para mim na rua. Aquele, que mesmo não me conhecendo, achava que tinha o direito de invadir o meu espaço. Quem me estuprou foi quem achou que, se eu estava sozinha na rua, na balada ou em qualquer outro lugar do planeta, é porque eu estava à disposição.

Quem me estuprou foram aqueles que passaram a acreditar que toda mulher, no fundo no fundo, alimenta a fantasia de ser estuprada. Foram aqueles que aprenderam com os filmes pornô que o sexo dá mais tesão quando é degradante pra mulher. Quando ela está claramente sofrendo e sendo humilhada. Quando é feito à força.

Quem me estuprou foi o cara que disse que alguns estupradores merecem um abraço. Foi o comediante que fez graça com mulheres sendo assediadas no transporte público. Foi todo mundo que riu dessa piada. Foi todo mundo que defendeu o direito de fazer piadas sobre esse momento de puro horror.

Quem me estuprou foram as propagandas que disseram que é ok uma mulher ser agarrada e ter a roupa arrancada sem o consentimento dela. Quem me estuprou foram as propagandas que repetidas vezes insinuaram que mulher é mercadoria. Que pode ser consumida e abusada. Que existe somente para satisfazer o apetite sexual do público-alvo.

Quem me estuprou foi o padre que disse que, se isso aconteceu, foi porque eu consenti. Foi também o padre que disse que um estuprador até pode ser perdoado, mas uma mulher que aborta não. Quem me estuprou foi a igreja, que durante séculos se empenhou a me reduzir, a me submeter, a me calar.

Quem me estuprou foram aquelas pessoas que, mesmo depois do ocorrido, insistem que a culpada sou eu. Que eu pedi para isso acontecer. Que eu estava querendo. Que minha roupa era curta demais. Que eu bebi demais. Que eu sou uma vadia.

Ainda sou capaz de sentir o cheiro nauseante do meu agressor. Está por toda parte. E então eu percebo que, mesmo se esse cara não existisse, mesmo se ele nunca tivesse cruzado o meu caminho, eu não estaria a salvo de ter sido destroçada e de ter tido a vagina arrebentada. Porque não foi só aquele cara que me estuprou. Foi uma cultura inteira.

Esse texto é fictício. Eu não fui estuprada hoje. Mas certamente outras mulheres foram.
Aline Valek. - curta aqui, o texto dela 
 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Enganos.......................................... Amor

Dois Corpos, dois corações e uma distância.
04 de setembro, 16 e 50min, horário em que li o seu primeiro oi, estava carente, necessitava de carinho, atenção. Cometi o primeiro erro, falei com você, assuntos iam, viam, eu estava gostando de sua companhia, era um fato. Passaram-se dias assim, eu de cá, me sentindo bem estando com você, e tu de lá, me paparicando e enchendo de atenção, eu já sabia sua cidade, onde estudava, suas manias, seus defeitos, tinha certeza de quase tudo sobre você, ou não. As horas passavam e cada vez mais eu me prendia a tudo que vinha de você, me envolvia, me entregava. Esse foi meu segundo erro. Já eram 17 e 23h do dia 08, pedi seu telefone que por coincidência era da mesma operadora que o meu, trocávamos sempre sms, sempre. Pobre de mim, salvei teu numero e coloquei como bebe, sou um tolo. Meu terceiro e crucial erro foi me iludir cada vez mais, eu sabia e sentia que poderia me machucar, mas de certa forma eu gostava, de certa forma eu queria receber teu afeto, teu carinho, teu “amor”. Ficamos nessas mil maravilhas, e estava tudo tão bom. 22 e 02min, quando fui chamado assim, “neném, vou te ligar”. Paralisei, meu coração acelerou, palpitou… O que seria isto, eu estava realmente me envolvendo, será que ia gostar de minha voz? Meu sotaque? Meus modos? Vieram tantas coisas em minha cabeça, que parecia até loucura. O tempo passava, já eram 9:12h, e eu já tinha me entregado ao extremo, estava totalmente perdido em você, prendido, rendido, um problema, nossas conversas estavam diferentes, a distância era praticamente o motivo de nossos papos, e a angustia era o que estávamos sentindo, agonia, vontade de nos tocar e não poder, nos beijar, abraçar. Você mudou, enjoou de mim como enjoou de todos os outros ou outras, falávamos bem menos que há dias atrás e tudo que vivenciamos foi escorrendo, foi sumindo, eu estava desesperado, não queria te perder, não queria nem pensar em te abandonar. Outro erro, desabafei, falei tudo que sentia, jurava que iria fazer você voltar atrás, ou que poderíamos ter todas as nossas maravilhas de volta, eu pela primeira vez escutei meu coração e desentalei tudo aquilo que estava preso em mim, disse que te amava, que você era importante, que era meu porto seguro… Falei tudo, pensei que iria ver o quão você era importante pra mim, mas não, nos afastamos mais ainda, e eu sentia dor, sentia tudo que poderia me machucar. Você? Você praticamente me chamou de boba e tola criatura que se apega rápido demais e no fim só se dar mal, tu sumiu e eu nunca mais falei contigo, com certeza foi fazer de idiota outra pessoa assim como fez a mim, já eu fiquei aqui, remoendo as lembranças, reconstruindo os momentos e querendo corrigir meu primeiro erro, ter falado com você.
Eu mais uma vez fui enganado pelo falso e repentino amor. 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Você vai chorar!!

Houve um tempo em que eu acreditava em tudo. Em mentiras, em promessas, em destino feito por nós mesmos, em estrelas cadentes, em sorte e azar. Mas uma pessoa mudou isso em mim. Mudou o que eu pensava sobre tudo, minha visão sobre o mundo. Mudou meus planos, meus princípios e verdades, meus desejos e vontades. Mudou minha vida, me mudou. Eu acreditava que nós fazíamos o que quiséssemos, mas aprendi que nada é por acaso. Tudo acontece por uma razão. Ele era uma pessoa comum, no início. Não era importante, não fazia falta, mas isso mudou, e talvez tenha sido a melhor coisa que já me aconteceu… Eu passava por ele, na rua ou em qualquer outro lugar e o cumprimentava apenas por educação. Era quase todo dia, em quase todo lugar que eu já havia me acostumado com sua presença. É assim que uma amizade começa, mas não foi assim que terminou. Dávamos-nos as mãos, como um gesto simples de carinho, que para nós era comum. Abraçávamos-nos sem malícia. Conversávamos sobre toda e qualquer coisa. Frequentávamos um a casa do outro, sempre. Todos comentavam e estranhavam, mas nós não nos importávamos. Certo dia, depois de tantas conversas, ele me perguntou algo que nunca havia perguntado. Me assustei, não com a pergunta, mas com a forma como perguntou. Ele costumava falar num tom de voz baixo, mas sussurrou a pergunta, com a cabeça baixa, sendo que tinha o costume de olhar nos olhos da pessoa com quem conversava, quem quer que fosse ela. Ele me perguntou se eu já havia amado alguém. Era estranho, pois não havia nada que ele não soubesse sobre mim, pensava eu. Apesar de estar espantada, minha resposta foi sincera e tímida. “Não”, eu disse, observando seu rosto. Ele gemeu alguma coisa que eu não entendi. Eu o observei por alguns longos minutos. Queria que aquela imagem ficasse para sempre em minha memória. Quando foi que eu olhei para ele assim? Quando foi que eu procurei imperfeições nele, e não encontrei? Como é que eu nunca notei a pinta que ele tinha no queixo, suas sardas claras, o formato de sua boca ou a mistura de verde e caramelo que seus olhos tinham? Como foi que eu nunca notei sua beleza? Ele era lindo. Incrível e absurdamente lindo. Queria ficar ali, para sempre, olhando-o sob a luz clara do crepúsculo. Suas bochechas coraram, e eu percebi que aquele silêncio já estava constrangedor. Foi difícil ir embora, mas eu fui. Quando cheguei em casa, naquela noite, subi as escadas sem hesitar na porta e fui direto ao quarto. Imersa em pensamentos, deitei na cama, afundando o rosto no travesseiro. O que estava acontecendo comigo? Senti a necessidade de ouvir a resposta de alguém. Do meu melhor amigo, talvez. Peguei o telefone e disquei o número sem hesitar. Ele atendeu rapidamente, com a voz rouca. Eu não disse nada. Algo na voz dele me imobilizou. Ele também não disse nada. Até o som do silêncio eu podia ouvir; era constrangedor. Eu quase pude ouvir seus pensamentos, junto a sua respiração. Queria perguntar mil e uma coisas, mas um nó se formou em minha garganta. Depois de alguns minutos, consegui falar. “Como é amar?”, perguntei num sussurro fraco e rouco. Foi meio estranho perguntar. Um silêncio cruel e doloroso preencheu o ar. Queria acreditar que o som que rompeu esse silêncio, não era o som de suas lágrimas. Alguns outros minutos de silêncio se seguiram. “Ouvi falar que é estranho. E realmente é…”, ele começou. Esperei. “Ouvi falar que a gente perde o chão, que é como se um abismo tivesse se aberto abaixo dos pés…”, completou. Ele parecia mais seguro agora. “E é assim?”, perguntei. “Comigo foi diferente. Foi como se, pela primeira vez, o chão estivesse ali. Como se eu soubesse que poderia caminhar sem que nada me derrubasse.” Fiquei em choque, sem conseguir dizer muito. “Quem é ela?”, me arrependi de ter perguntado. Ele soltou um suspiro pesado. Pude sentir a dor dele. Nós tínhamos algum tipo de conexão. Se ele sofria, eu sofria também e vice-versa. Não tinha como evitar. Silêncio. Novamente. Mais um suspiro e percebi que ele não responderia. Enfim, ele desligou. Meus joelhos cederam e as lágrimas escorriam pelo meu rosto. Não tentei controlar, apenas voltei para a cama e abracei meu travesseiro. Percebi, então, que não era o travesseiro que eu sentia a necessidade de abraçar. Eu não tinha idéia do que estava acontecendo comigo. Queria tê-lo por perto, para que ele pudesse me abraçar e confortar, com uma intensidade que nunca desejei antes. Eu já estive apaixonada antes, mas nunca foi assim, tão forte que me fez chorar. A vontade de tê-lo comigo, quase me fez levantar imediatamente e ir atrás dele. E então eu adormeci. No outro dia, acordei com olheiras profundas e pesadas. Havíamos combinado que nos veríamos nesse dia, como de costume. Eu estava tão feliz, tão animada com a idéia de que veria ele novamente que, depois de passar horas em frente ao espelho, achei que estava realmente bonita. Mas ele não apareceu. Esperei por alguns minutos. Nada de ele chegar. Eu não conseguia acreditar que ele não estava ali. Só conseguia pensar que alguma coisa tinha acontecido. Ele não teria esquecido, nem tampouco feito para me magoar. Liguei para ele. Ele não atendeu. Estava começando a me preocupar, então liguei na casa dele. Sua mãe atendeu, e me disse que ele havia saído algumas horas atrás; nervoso e sem dizer para onde ia. Só havia dois lugares para onde ele ia quando estava nervoso. Para a minha casa ou para um prédio abandonado, onde ele gostava de ir para pensar. Se ele não estava comigo, ele só poderia estar lá. Fui até lá, sem pensar em outras hipóteses. Quando cheguei me senti aliviada por encontrá-lo. Ele estava de costas e não me viu. Queria me aproximar e perguntar o que estava acontecendo, mas não disse nada, apenas fiquei parada, olhando para ele. Ele ficou de pé, depois se virou para mim. Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Era quase impossível controlar o impulso de sair correndo e abraçá-lo. Quando dei alguns passos à frente, ele ergueu a mão direita, como se estivesse pedindo que eu parasse, e então parei. “Não podemos mais nos ver”, sussurrou, tão baixo que foi difícil ouvir. Talvez tenha sido difícil pelo fato de eu não querer ouvir. Demorei alguns longos minutos para digerir aquelas palavras e a forma como ele disse num tom de voz frio e rude. “Você não me verá mais. Eu prometo”, continuou, com o mesmo tom de voz. “Não! Por favor, não!”, tentei gritar, mas o nó que se formou em minha garganta impediu que minha voz saísse no tom de voz que eu queria. Disparei em sua direção, envolvendo-o em meus braços com a maior força que pude. Eu estava chorando. Ele não disse nada, e eu daria tudo para saber o que ele estava pensando. “Por favor, não faça isso”, sussurrou com a voz rouca, entre soluços pesados. Eu não tinha idéia do que ele queria dizer, mas não me importava com quaisquer que fossem suas intenções. Eu não me afastaria dele. Então seus joelhos cederam e ele caiu ao chão, junto aos meus pés. “Me diga o que aconteceu, quero te ajudar, por favor, deixe-me ajudá-lo”, eu disse, baixo, mas ele ouviu. Ele não me respondeu, e ainda soluçava. “Eu preciso que você me diga”, insisti. Ele se levantou com muito esforço, olhou em meus olhos e segurou minhas mãos com força. Alguns minutos se passaram até que ele falasse. Se um coração ao se partir emitisse algum som, acho que aquele era o som. As palavras que se seguiram, como o som de um vidro ao quebrar, ecoavam em minha mente. “Eu…”, hesitou por alguns segundos “… amo você. É por você que eu ainda estou vivo, mas acho que isso já é meio óbvio. Eu lhe peço, que, para o seu melhor, se afaste de mim”. Já se sentiu como se tivesse muitas coisas para falar e mesmo assim não conseguisse dizer nada? Eu estava assim. Perplexa. Paralisada. Imóvel. Então era a mim que ele amava? Desde quando? Como? Ele pareceu entender meus pensamentos, pois respondeu rapidamente. “Eu não sei como ou quando aconteceu, mas aconteceu, e agora eu estou aqui, te envolvendo cada vez mais nisso e te pedindo para se afastar de mim. Será melhor para você”. Por quê? Por que ele estava dizendo aquilo? Inspirei e expirei algumas vezes, para me acalmar. Não adiantou. “Você não quer isso… Se afastar de mim. Você não quer…”, consegui, enfim, dizer. Não era uma pergunta. Ele virou o rosto, sem conseguir fitar meus olhos outra vez. “Não…”, sussurrou. “… e talvez esse seja meu lado masoquista”. Não queria que ele se sentisse daquele jeito, queria fazer alguma coisa para acabar com a dor dele. Por que eu senti vontade de correr e saltar daquele prédio? Por que meu coração doía tanto? Por que eu estava me sentindo daquele jeito? O que eu estava sentindo, afinal? Abracei-o com força, mas ele lutava para se desprender de meus braços. Eu queria mantê-lo para sempre ali, aninhado em meu peito, para tentar acalmá-lo e desejei que ele nunca fosse embora. A idéia de sua partida me fez derramar lágrimas, novamente. “Eu nunca vou te deixar, nunca! Entendeu seu idiota? Não vou deixar você ir assim”. Ele não fez piada daquilo, mas parou de lutar. Olhou em meus olhos, o que me fez tremer. Segurou meu rosto entre as mãos, acariciando-o por um instante, depois aproximou seu rosto do meu. O contato de nossas peles me fez tremer. Segundos depois senti seus lábios nos meus; eram quentes e doces. O sabor mais doce entre todos os beijos. Não queria que aquele momento acabasse nunca. E quando se afastou, forçou um sorriso e disse, com a voz fina e baixa, “adeus”. Não o vi sair, minhas pernas prenderam-me ao chão. O que estávamos fazendo? Não devíamos ter feito aquilo, não era certo. Eu não deveria ter gostado daquele beijo. Nos dias que se seguiram, não nos falamos. Quando eu telefonava, ele não me atendia e, quando fui até sua casa, não havia ninguém. Pouco menos de uma semana após sua confissão, uma notícia me abalou. Eu estava em casa, pensando em onde ele poderia estar, quando minha mãe veio conversar comigo, com os olhos cheios de lágrimas e uma expressão de dor. Tentei imaginar o que era, e quando ela me disse, senti muitas coisas ao mesmo tempo. Dor, surpresa, preocupação, saudade, e mais dor. Foi um impacto muito forte. Disparei pela porta e, sem pensar duas vezes, fui direto ao Hospital, onde, segundo ela, ele estava. Quando cheguei, o desespero me dominou. Eu já não sabia o que pensar, ou o que deveria fazer, mesmo assim entrei. Tentando me controlar, fui até a recepção e perguntei por ele, dando à recepcionista seu nome. Ela me indicou o número do quarto e disse que talvez ele não pudesse receber visitas. Não me importava, eu precisava vê-lo. Procurei o quarto, e, assim que o encontrei, bati na porta. Ninguém abriu. Bati novamente e abri a porta. Ainda sem entrar, olhei o quarto e não havia ninguém além dele. Entrei. Ele estava lá, de costas para mim. Esperava que ele estivesse acordado, então ele se mexeu. Ele olhou por sobre o ombro, depois abaixou a cabeça novamente. “Sabia que não demoraria a me encontrar”, disse, com a voz mais baixa que de costume. “Por que você está aqui?”, perguntei. “Muitos motivos…”, sua voz falhava. Fui até ele e me sentei a sua frente, para que conseguisse ver seu rosto. Ele me olhou por alguns segundos, depois fechou os olhos. Seu corpo estava cheio de hematomas, manchas escuras. Talvez ele não quisesse me dizer, mas eu precisava que ele me dissesse. “Você não está bem, não é?”, perguntei, sabendo que a resposta era não. Ele abriu os olhos e sorriu. Seu sorriso acendeu uma espécie de calor em mim, como se aquilo fosse parte vital de mim. Dei a volta na cama e me deitei ao seu lado, pondo a mão em sua cintura. Ele segurou minha mão e, assim que o fez eu percebi que sua pele estava muito fria. Pude perceber, também, que ele respirava com dificuldade. Eu não queria acreditar no que estava acontecendo. “Eu vou morrer”, ele disse num tom de voz totalmente frio. Eu estava chorando, de novo. “Não, você não vai. Não vou deixar isso acontecer”, tentei dizer, lutando para engolir o nó em minha garganta. Ele riu, o que me fez chorar ainda mais. “Você terá que aprender a viver sem mim garota…”, percebi que ele estava sorrindo, como se achasse graça de tudo que estava acontecendo. Aquilo me irritou um pouco, mas não disse nada. Seu corpo enrijeceu por um momento, depois tremeu, o que me assustou um pouco. “Isso é normal”, ele disse, como se tivesse lido meus pensamentos outra vez. “Foi por isso que você pediu que para que eu me afastasse de você?”, perguntei. Ele não respondeu. Seu silêncio era constrangedor. O único barulho que podíamos ouvir, era o dos aparelhos ao seu lado. “Vou sair daqui amanhã”, disse ele, depois de tanto tempo em silêncio. Quase me animei. “Quero ir para casa, ficar perto da minha família”. Esse foi o término do meu ânimo, quando entendi o que ele queria dizer. Não questionei, apenas o abracei com mais força. E foi assim que aquele dia se seguiu. Fiquei com lá até um pouco depois de ele ter adormecido. Eu chorava só de olhar para ele, só de pensar em perdê-lo. Sua mãe estava lá também e, por esse motivo, consegui ir para casa. Eu não pensava em mais nada, o dia todo. Eu só saía daquele Hospital quando ia para casa, à noite. Não conseguia imaginar minha vida sem ele. No dia que ele foi para casa, todos foram ao Hospital. Amigos, familiares, conhecidos, etc. Muita gente gostava dele, ele era uma pessoa muito especial. Ele teve um pouco de dificuldade para caminhar até o carro, e sua mãe estava ao seu lado, como apoio. Ver aquela cena me fez perceber o quanto eu o amava, o quão importante ele era para mim e o quanto eu queria que ele ficasse. Quando ele voltou para casa, quase nada havia mudado entre nós. Era quase como antes, nós ainda xingávamos um ao outro, discutíamos sobre seu gosto musical e ele ainda criticava meu cabelo cobrindo meu olho. Era bom vê-lo comigo, fazê-lo sorrir enquanto podia. Eu sentia como se tivesse um prazo de vida. Não só da dele, mas da minha também. Parecia que não existia vida sem ele. Acho que fomos “levando” a situação. Um dia, depois de eu ter criticado bastante a música que ele estava ouvindo, ele parou, me olhou e sorriu como na noite em que eu descobri que o amava. “O que foi?”, perguntei constrangida. “Vou sentir sua falta, onde quer que eu esteja”. Retribuí o sorriso e, por mais que já estivesse me acostumando com as lágrimas, senti meu coração apertar com cada lágrima que eu derramava. Na manhã seguinte recebi um telefonema de sua mãe. Ele havia piorado, e foi levado novamente para o Hospital. Fui até lá assim que soube. Ele mal conseguia falar, então não exigi esforços dele. Fiquei sentada ao seu lado, falando com ele, sem esperar resposta. Eu estava falando com ele, sobre coisas do nosso passado, quando ele me interrompeu. “Você fica linda quando prende o cabelo”, disse ele, sorrindo. Sabia que ele havia reparado em meu cabelo, só não esperava que ele falasse disso. Reprimi o riso e apenas sorri para ele. Ele segurou minha mão e a apertou, usando a maior força que pôde. Beijei sua testa, depois seus lábios. Ele sorriu. Ele me pediu para que eu cantasse uma música para ele e, apesar de eu não gostar daquele estilo de música, sussurrei-a em seu ouvido. Então ele fechou os olhos… e nunca mais os abriu. Ele faleceu naquela noite, em meus braços. Parece horrível, eu sei, mas para mim não foi. Foi como se eu o estivesse ninando durante a noite, e ele estivesse num sono profundo. Eu sei que ele estava feliz em meus braços, e eu estava feliz também. Foi difícil para mim, deixá-lo ir, mas agora é como se ele nunca tivesse partido. E quando me perguntam onde é que meu amor está, eu sempre respondo a mesma coisa: “Independente de onde ele estiver, ele está esperando e olhando por mim, e nosso amor estará para sempre vivo nos corações daqueles que fizeram parte dessa história. Eu sinto que ele ainda está em mim, e para sempre estará”.
Você vai chorar.